Flávio Basso, conhecido como Júpiter Maçã, é o maior nome do Rock Gaúcho. O Rio Grande do Sul produziu grandes bandas de rock, como: Replicantes, Garotos da Rua, Engenheiros do Hawaii, TNT, e Os Cascavelletes. Flavio Basso era vocalista do TNT, banda da qual saiu em 1985 e fundou Os Cascavelletes. Um rock moleque, desbocado, que mais tarde ficou conhecido como pornô rock.

Os Cascavelletes

Rock’a’ula é o álbum mais famoso, lançado em 1989, trazia músicas fodas. “Gato Preto”, “Jessica Rose”, “Eu quis comer você”. Essa última foi tocada no programa infantil Clube da Criança, apresentado pela Angélica, em rede nacional. Foi épico!

Talvez a música mais famosa seja “Sob um céu de Blues”, lançada em um LP de apenas dois singles: Homossexual, lado A; Sob um Céu de Blues, lado B.

Após a sua saída dos Cascavelletes, lançou o álbum solo “Sétima Efervescência”, que foi eleito pela revista Rolling Stone um dos 100 melhores álbuns brasileiros de todos os tempos. Com as músicas “Um lugar do caralho”, “Eu e minha ex”, “Miss Lexotan”, “Pictures and Paintings” e “As outras que me querem”, Flavio Basso assume o pseudônimo de Júpiter Maçã.

Júpiter Maça

Uma lenda viva, pelo menos até então. Morreu no último dia 21, o Beatle porto-alegrense, que assim como esta banda, inspirou gerações. Bandas como Tequila Baby, Cachorro Grande, e Faichecleres, foram influenciadas por ele. Giovanni Caruso, ex-vocalista dos Faichecleres disse que depois dos Beatles, Júpiter Maçã foi sua maior influência musical.

Sem medo de parecer ridículo, levando-se pouco a sério, Júpiter Maçã dançava e rebolava. Gostava de misturar o português com o inglês, transformando-se em Júpiter Apple quando cantava em inglês.

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Dos vários momentos épicos de sua carreira, não podemos deixar de destacar seu programa de entrevistas na MTV, o Júpiter Maça Show. A entrevista feita por ele com Rogério Skylab, está entre os melhores momentos da TV brasileira. Skylab, que é maluco assumido, pareceu sensato perto da loucura de Júpiter, não foi à toa que a MTV faliu. Imperdível!

Ah, aonde foi parar aquele menino, que queria cantar como o Beatle George?

Ele se foi, mas é o godfather do rock gaúcho. Será para sempre o Beatle porto-alegrense. Descanse em paz. Sob um céu de blues, em um lugar do caralho. Obrigado, man!

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